Algiz -Eolh – Alce

                                           Proteção

Proteção, um verdadeiro escudo contra ataques espirituais e tentações que venham a desviar o buscador do caminho da iluminação.

Ao surgir, sabe-se que  será necessário praticar atitude abnegada, encontrar  serenidade e paz interior, entender a lição do Alce, que, mesmo forte e firme na terra, tem suas galhadas que crescem em direção ao céu; será preciso harmonizar a vida mundana com o caminho espiritual.

“O junco é muitas vezes encontrado no brejo,
cresce na água;
provoca graves ferimentos,
manchando de sangue
todo guerreiro que tenta pegá-lo.”
poema anglo saxão

Perthro – Copo de jogar dados/Útero

A misteriosa runa Perthro



    O Conceito desta runa foi ocultado pelo tempo e acabou por ser interpretado segundo o Poema Rúnico anglo-saxão que relaciona Perthro com o copo de jogar dados, por esta razão, quando ela surge, é sinal de Boa Sorte!



Entretanto, justamente por ter seu significado perdido, traz uma conexão com a busca tanto mundana como espiritual.
É momento de procurar uma profissão, um amor, uma casa, um filho; de energia feminina, também relacionada  ao útero ou  à vagina, carrega o sentido da Revelação do desconhecido.
Sinaliza o momento da chegada do Guia espiritual; há um provérbio que diz que “quando nos pusermos em busca, nosso mestre aparece”.
É necessário que haja o desejo da procura para o encontro do caminho, nem que não se tenha atitude alguma, apenas a alma pronta para a conexão com o outro lado do véu.


“O Xadrez sempre é jogado e alegre
para os orgulhosos,
onde os guerreiros sentam
tomando cerveja
juntos e animados”.
poema anglo-saxão

Eihwaz Teixo – Vida e Morte

                                        Árvore sagrada
                                      da vida e da morte,

  

 de madeira dura e elástica,
na antiguidade utilizada
 para confeccionar arco e flecha;
 suas folhas venenosas são capazes de matar animais domésticos;
 sua casca  pode curar doenças malignas,
 por vezes relacionada ao Yggdrasil, 
árvore que sustenta o mundo segundo a mitologia nórdica.



O Teixo nos ensina sobre o livre arbítrio, a hora de escolher por qual caminho seguir, quando o peregrino começa a abrir mão do que não vai precisar e, mais leve, segue com flexibilidade e firmeza.

No momento da escolha, pode-se deixar para traz o peso do passado, o que faz mal, o que não faz mais sentido. Runa de proteção e que nos abençoa com a certeza de que haverão novas possibilidades, nem que se apresentem em outra vida. 

“O teixo  é aparentemente uma árvore lisa,
dura e firma na terra,
um pastor do fogo
se mistura às raizes,
um prazer sobre o solo.”
poema anglo saxão

Jera – – A Terra – A Semeadura

 

A Colheita

 
 

Décima segunda runa do alfabeto Futhark.



 Tudo, exatamente tudo o que plantamos é o que colhemos. 


Muita atenção a toda e qualquer palavra dita ou escrita, gesto, pensamento ou ato, tudo terá seu retorno, tudo, se não duplicado, triplicado.


 Havemos, pois, de ter responsabilidade durante toda estadia na terra, ela nos cobrará.


Jera nos fala de justiça.


O que for semeado, a colheita será justa.

Quando entendemos os ciclos, entendemos as leis cósmicas:
Arar a terra, limpa de velhas raízes, semear bons frutos,regar, cultivar cada broto, como sendo presentes dos deuses, reverenciando e sempre agradecendo a nova vida, que se tornará alimento por todo um período.

Diferente da semente plantada no ventre, acolhida e preservada, Jera

é lançada, espalhada ao vento. 

  Odin é também considerado o Senhor da Morte escolhe somente os guerreiros mais nobres para ir para o Valhalah 

– “Casa dos Escolhidos”- uma recompensa pelos bons atos.

 

“A colheita é a esperança de todos,
quando os deuses permitem à terra
dar seus esplêndidos frutos
para ricos e pobres.”

poema anglo saxão
    

Isa – Gelo

 

O Longo inverno



O inverno é longo e o abrigo é necessário, o momento é de silêncio e introspecção.

As questões são adiadas, o tempo deve ser respeitado!

Embora pareça trazer um período difícil, esta é uma runa de proteção.

 

O gelo conserva, permite pensar melhor, ver problemas com distanciamento e adverte que é preciso esperar o tempo devido, aquietar a mente e esfriar as emoções.

Para o amor, é o próprio luto após desilusões, à espera  de que as feridas cicatrizem,

O lado financeiro fica estagnado, nada se perde nem se ganha, mas é pessoalmente que Isa traz suas maiores lições; é a runa do peregrino que parte sozinho na sua jornada de auto conhecimento, é também a runa da lição do silêncio, que acalma a alma e refrigera o coração.

 
“O gelo é frio e escorregadio
cintila qual vidro, qual gema.
O campo coberto de neve
é belo de ver.”
poema anglo saxão
 

Nauthiz – Necessidade

A Carência
A Falta
O Vazio


Assim é Nauthiz, A Runa da Necessidade, 
a atenção se volta para uma área da vida que não vai nada bem e portanto necessita de cuidados.
Longe de ser um sinal de mal agouro, Nauthiz faz parte do caminho e pode se revelar nas questões de saúde, do financeiro, do amor ou como consequência de abalos emocionais; cabe, então, acudir rapidamente e tratar a situação de forma adequada.  
Em muitos casos será preciso procurar ajuda, trabalhar o auto conhecimento e curar as possíveis causas dessa fase difícil.


“A Necessidade é constrangedora,
mas muitas vezes pode ser uma ajuda,
se atendida a tempo.”
poema anglo saxão

Hagalaz – Granizo

                                Nevasca

 

 

Uma nevasca se abate, não há o que fazer,

 só nos cabe esperar!

Runa dos impedimentos, pode abalar as estruturas, as decisões fogem das mãos,

o sentimento é de impotência e desespero, mas, assim como a tempestade violenta, 

Hagalaz passa e certamente a bonança virá! 

Pode parecer com os desígnios do Senhor Tempo, com acidentes que nos afastam  da ação do cotidiano, com a espera de uma resposta importante, com montanhas intransponíveis ou com a frustração de não ser amado.


 

 

A lição que nos ensina Hagalaz é de que não se tem o controle sobre absolutamente nada e o que realmente importa não é a dependência do mundo exterior, mas, sim, alimentar a força interna o máximo que pudermos. 

   

 

“O Granizo é o mais branco dos grãos,

ele despenca do céu,
rodopia ao vento
e torna-se água.”
poema anglo saxão

Primeiro Aett de Frey

    Assim termina o primeiro Aett, a primeira família rúnica, que simbolicamente representa a busca pela evoluçã.

Ainda preso à matéria, o iniciante conquista bens, coragem, disciplina, sabedoria, faz mudanças, encontra a iluminação, recebe graças e festeja após a tarefa ser cumprida.
Pensemos em uma grande sala, onde os guerreiros descansam e festejam suas vitórias, com muita comida, hidromel,música e poesia.

 

Gebo – Uma dádiva!


                                    União


A união entre corpo e espírito, coração e mente, traduz o encontro legítimo do ser humano com sua verdade interior.

Gebo é a runa da união e da harmonia, que começa quando se vive de forma coerente com a essência amorosa.

Todo encontro é movido pela atração; não existem coincidências, somos campos eletromagnéticos semelhantes à nossa Mãe Terra, que permanece girando em torno do deus Sol, obedecendo a força gravitacional numa dança cósmica divina.

 

Quando vibramos Amor, atraímos amor,

quando vibramos Medo,

atraímos dor, perigos e perdas, assim é.

Gebo ou Gyfu simboliza o estado de paz interna, quando cada momento é vivenciado em acordo com a voz do coração, ao mesmo tempo que nos permitimos receber do Universo suas dádivas.

 Gebo traz consigo a energia da harmonia no amor; é a runa de todas as associações divinas pois, estando em sintonia interior, atraímos tudo o que está em nossa frequência; sendo assim, acontecem encontros equânimes, de duas partes inteiras, numa aliança que será de apoio mútuo, elevação e felicidade.


“As dádivas são para todos
Glória e exaltação,
e para todo párea que nada tem,
são substância e honra.”
poema anglo saxão

Wunjo – Alegria

Glórias e Alegrias

Após a conquista de bens materiais e de enfrentar com coragem os espinhos diários, os deuses enviam seus sinais nos impulsionando para ir além, superar os medos e encarar a jornada com luz e verdade!

 

Ao estabelecer a conexão coerente entre a alma e o coração, une-se ser e destino e pode-se festejar o final de uma empreitada!

Hora de enfeitar a mesa com flores e boa comida, muita bebida, cantar e dançar a vontade! 

 

 

 

 Assim é Wunjo, a runa das Glórias e Alegrias!

Arte, festas, beleza e diversão são seus desígnios; sugere leveza e permissão para usufruir dos benesses da vida, com a consciência de que todas as alegrias são efêmeras, porém, importantíssimas para fazerem o coração se abrir e sorrir, elevando a vibração e propiciando o afastamento de energias densas e prejudiciais, ao mesmo tempo que abre portas para o contato com pessoas e momentos tão agradáveis, que nos darão o desejo de prolongar essa experiência e repeti-la muito mais vezes.

Wunjo pode falar de futilidades, flertes, vaidade, exageros à mesa, mas também fala pode trazer a alma do artista, que busca beleza através da pintura, do canto, ao tocar um instrumento, procurando graça e arte ao expressar-se na vida.





TA alegria é para aquele que conhece pouca aflição; sem aflição eles terão progressos e bênçãos”
poema anglo saxão